Publicado por: solventeuniversal | 23 de outubro de 2010

Trânsito: relação nem sempre amistosa


Para os moradores mais antigos de Santa Maria, não é difícil perceber o quanto a cidade mudou nos últimos anos.  Cresceu em número de casas, prédios, pessoas, e, sobretudo, veículos. A circulação de automóveis se tornou um problema no município, uma vez que gera caos, incômodo e estresse.

 

O grande fluxo de veículos acaba causando congestionamentos.

O trânsito, como o próprio nome sugere, é uma relação em que há diferentes pontos de vista. E justamente pelo fato de ser uma relação, as atitudes de uma pessoa influenciam diretamente em outras. É o que diz o motorista de ônibus Sandro Silveira. Para ele, o principal é deixar o estresse de lado e respeitar não apenas as leis, mas todos os envolvidos no trânsito, desde os pedestres até os outros motoristas. “Eu sempre procuro respeitar as leis e principalmente os passageiros e os outros motoristas.”, explica. “Estresse sempre tem. Mas temos que aprender a lidar com isso”.

 

Movimento nas ruas.

Infelizmente, o estresse das pessoas envolvidas no trânsito todos os dias é crescente. “As pessoas compram um carro e saem de casa para trabalhar todos os dias, se envolvendo em congestionamentos, situações difíceis etc. Mas eu pergunto, realmente vale à pena? A compra do carro realmente compensa sempre?”, é o que diz a massoterapeuta Márcia Dias, que constantemente utiliza o transporte coletivo para se locomover. “Não chega a ser uma situação prazerosa andar de ônibus… Mas é melhor do que utilizar apenas um carro e ter mais problemas.”

 

O trânsito no campus

Já é comum para os estudantes da UFSM encontrar um pandemônio ao chegar e ao sair da universidade. Isso se deve ao grande fluxo de carros no campus nos horários de pico. Apesar de existirem faixas de pedestres, poucos são os motoristas que as respeitam.

“Não entendo o porquê de termos faixas na UFSM se apenas um a cada cinco motoristas para”, diz o estudante de ensino médio Thiago Vinícius. “É o cúmulo”, completa.

A falta de respeito é visível. Principalmente por volta das 12:00 até às 13:30, horário que a maioria dos estudantes e funcionários almoçam na UFSM, atravessar nas faixas de pedestre se torna uma tarefa um tanto complicada.

Segundo a Lei 9.503, de 1997, Art. 214. “Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:

I – que se encontre na faixa a ele destinada;

II – que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;

III – portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes:

 

Infração – gravíssima;

 

Penalidade – multa.”

A própria estrutura do campus não é adequada para a enorme demanda de veículos. Há seis ou cinco anos atrás, o número de veículos que circulava pelo campus era bem menor do que o atual, e esse aumento não foi acompanhado pela adequação da infraestrutura do campus e nem da cidade. Essa é uma das causas do caos em alguns pontos de Santa Maria, como no centro: ruas estreitas e, consequentemente, congestionadas.

E a qualidade de vida?

Não são só os motoristas que são afetados pelo corre-corre do trânsito. Os moradores de áreas que até certo tempo atrás eram relativamente calmas, como Camobi, também reclamam do transtorno e do barulho. “Me lembro de quando eu conseguia dormir sossegada e sem barulho. Hoje em dia, principalmente de tarde, é terrível.”, afirma a dona-de-casa Deolinda Pinheiro. Segundo ela, não é apenas o barulho que incomoda, mas também a poeira e o cheiro de fumaça. “Tem dias que desisto de deitar de tarde e vou tomar um mate nos fundos da casa pra escapar da poeira”, explica. “Dormir? Só se for de noite”.

De fato, o excesso de veículos em circulação pode afetar diretamente a qualidade de vida das pessoas, tanto no âmbito emocional – medo, insegurança – quanto no âmbito saúde pública – estresse, doenças respiratórias devido à poluição.

 

Vida e morte estão próximas no trânsito.

Todos os dias, centenas de vidas são perdidas em acidentes de trânsito no Brasil, apesar de esse número ter diminuído de 2009 para 2010 no Rio Grande do Sul, segundo os estudos estatísticos de acidente de trânsito do DAER- Departamento Autônomo de Estradas de rodagem.

O fato é que é possível atingir um ideal favorável de educação no trânsito. A conscientização começa nas escolas, com as crianças e adolescentes. É interessante também que cada cidadão saiba sobre seus direitos e deveres, e saiba aplica-los na prática.


Responses

  1. Muito obvio ingênuo e cansativo

    • Olá Arthur,

      Agradecemos sua colaboração com nosso Blog! Priorizamos nessa postagem, em poucos parágrafos, mostrar a realidade do trânsito em Santa Maria no viés de algumas figuras do trânsito: motoristas, moradores e pedestres. Optamos por um texto mais conciso justamente para evitar uma leitura cansativa e intercalamos com imagens com o propósito de facilitar a leitura.
      Criamos também o vídeo para dar maior dinamicidade e mostrar como o trânsito está realmente se tornando caótico em nossa cidade. Veja nosso vídeo! Trazemos na reportagem alguns dados e entrevistas que podem parecer óbvios e ingênuos algumas pessoas. Mas decidimos falar sobre isso pois muita gente não sabe, por exemplo, que não dar a preferência ao pedestre reflete em infração de trânsito. É o que realmente acontece em nosso dia-a-dia: é o óbvio, mas mesmo assim não é o respeitado.

      Muito obrigado!!


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: